O título desta crônica é parte da letra de um samba bom, daqueles antigos (creio que a letra é do Sérgio Cabral), que sintetiza bem a espera pelo Carnaval de São Paulo e eu gosto de Carnaval, especialmente daqueles blocos pequenos e ruidosos, mas sem luxo, sem glamour. Uma vez saí em um bloco chamado Bloco do Imperador, mas faz tempo.
Quando penso em Carnaval, lembro-me do Tato, um amigo, dono de boteco, que gostava muito de Carnaval, e sempre desfilava batendo no surdo. Não desfila mais.
Uma lembrança que tenho dos velhos carnavais: os concursos de fantasia que a TV mostrava. Eu, moleque, achava para lá de estranho aquilo, aqueles caras ali (Clóvis Bornay era um deles) estáticos, um sorriso desenhado na face e a câmara passeando por eles, detalhando as fantasias e seus nomes estapafúrdios, como “libélula deslumbrada”, “Alce esvoaçante” e outros assim. Era estranho, e não sei se este “tipo de carnaval” ainda subsiste.
Às grandes escolas e suas regras inquebrantáveis, prefiro um alinhamento mais próximo a João Bosco/ Aldir Blanc “porque a gente não precisa que organizem nosso carnaval”. Vai por aí.