O marco (acredito talvez) dos incêndios em São Paulo foi: o Joelma e o Andraus, depois disso vieram outros como o da TV Record, TV Gazeta (salvo engano), Hospital das Clínicas esse recentemente, enfim, fora os apartamentos que constantemente vemos incendiando-se pela TV assim como prédios, indústrias, galpões…
Esses são uma constante, depósitos de aparas, sucatas em geral. Tivemos um grande incêndio também em um armarinho de São Paulo onde tudo era volátil, são incêndios que não têm volta, “ah”! Até galpões de escolas de samba são queimados, até propositalmente ou não, embaixo dos viadutos há moradores de rua que constroem seus lares, como um que existe no Jaguaré (não lembro o nome, em frente ao prédio dos Correios); fizeram uma fogueira e o fogo foi tão propagador que até o viaduto foi abalado. Imaginemos a quantidade de produtos inflamáveis que havia lá. Teve incêndio no fórum, sabe onde? Fórum João Mendes.
Não tenho e não fiz levantamento sobre os incêndios que acontecem em São Paulo, mas tenho certeza disso, pelos anos que assisto, ouço e leio sobre, é um descaso total de todos os órgãos públicos, falta de leis mais abrangentes com penas severas aos responsáveis ou irresponsáveis, duvido que esses prédios lindos que existem no centro de São Paulo façam trocas dos fios elétricos, partes hidráulicas, alvenaria, nessa seara de telhados o que vejo são mantas que os cobrem para que não haja goteiras, uma manta de alumínio antichuva ou antigoteiras.
Temos prédios que a Prefeitura de São Paulo não sabe nem o que fazer, é um tal de ser invadidos por todos que querem um teto ou uma "minha casa minha vida" de preferência no centro, claro, depois "tapam com “madeirite”, não deu certo coloca-se “blocão”, não deu certo coloca-se “blocos", tudo fechado? Ledo engano, eles abrem uma porta ao lado dos prédios, isso mesmo, são prédios que não tem luz, água, nada, mas mesmo assim são invadidos e depois os "invasores" colocam tudo em "ordem" como pode isso?
Vemos os monumentos, estátuas, praças, prédios públicos ou não, viadutos, bancos, esses são poucos que existem para sentar-se no centro, para todos os lados que olharmos vemos a miséria, animais dormindo e comendo com pessoas, crianças cheirando cola, água raz, até seres humanos urinando ao vivo em qualquer lugar sem o mínimo de pudor, iguais a cachorros quando fazem isso no pé das estátuas, árvores, muros, isso acontece muito no Pateo do Collegio, Pça. Ramos de Azevedo.
A cidade de São Paulo é mesmo uma cidade cheia de antagonismos, vou dar um exemplo: temos os trólebus, são bonitos, não poluem, sua cor é vermelha e lembra muito de um partido, mas é só parar em algum ponto de curva mais acentuada, com uma velocidade maior, sempre tem uma parada para arrumar seus cabos que saem da linha de energia! Tem lei cidade limpa, mas faltam lixeiras e muitas, coleta também, pois há sempre uma lixeira cheia ou quebrada.
Pichações de todos os tipos com a marca das "gangues", tribos, vandâlos que escrevem sua revoltas, seus recalques, outro dia vi na Av. Paulista uma placa de trânsito bem alta (já vi várias), toda pichada, então como pode isso?
Para onde caminha São Paulo? Os paulistanos? Os idosos, as crianças, os doentes, deficientes, os trabalhadores, aposentados, os esportistas, atletas, boêmios, poetas, escritores?
O Masp havia virado uma casa coletiva de todas as tribos possíveis e imagináveis, pobre Masp, um prédio todo imponente com suas obras e sua biblioteca onde você só entra com dia e hora marcada, no seu intrínseco só luxúria (está mudando e precisa mudar, o povo quer e precisa de cultura e educação).
Até quando teremos incêndios e a destruição do patrimônio de São Paulo sob todas as formas? Estão sim destruindo, querem confirmar isso andem por São Paulo a pé, levantem um pouco o olhar, basta acima do "nariz", e verão o que acontece! Além de tudo isso as enchentes ajudam a destruí-los, mas isso é matéria para outra história.
Estou em lágrimas há muito tempo.
Santo Expedito, olhe São Paulo.