Sei lá porque esse diminutivo… Era um pediatra forte, alto e cuidadoso. Qualquer adulto perto da criança fica muito grande e médico então, vestido de branco, gera choro e medo.
Desde pequena fazia muitas consultas, por conta da dor na garganta e para meus irmãos.
Lembro que ficávamos em fila no consultório para medir altura e peso. Ele anotava as queixas nas fichas, orientava a minha mãe, fazia graça com as crianças. Depois, abria as enormes gavetas da sua escrivaninha, em busca de remédios para o nosso tratamento.
Na saída do consultório, a melhor parte, um agrado da mãe; parada na doceira, na Voluntários da Pátria, em Santana. Ela oferecia delícias, mas não tinha vontade de comer. Era boa essa bajulação!
Certa vez apareceu no meu dedo, uma espécie de verruga. O médico achou estranho, comentou que precisava buscar informação para o meu tratamento. Após vários retornos, curativos e aplicação de produtos para queimá-la, com uma sensação inesquecível cujo meu único desejo era sair de lá correndo, um dia ele resolveu puxá-la, sangrou. Foi o ápice da minha coragem e a primeira grande tontura. Curou-me!
Esse sim, foi verdadeiramente um dedicado e inesquecível médico da família e dos bons!