O pato

Cada presente que criança ganha, que a gente nem acredita!
 
Era um lindo patinho, pequenino, amarelinho, que a minha irmã ganhou dentro de uma caixinha.
 
Uma alegria para a criançada.
 
Minha avó logo perguntou: o que vamos fazer com ele?
 
Em coro, colocaremos no nosso quintal! A contragosto dela, ele foi instalado no quintal, na casa do bairro de Santana. 
 
O piso era todo revestido de cimento e ele ficava no cercado com bacias de água e milho.
 
Cresceu, ficou enorme, era branco e com olhos azuis. Quase parecia um cisne. Mas fazia muita sujeira e a situação ficou insustentável para a limpeza. Precisava de um outro lugar, além disso, era muito bravo.
 
Foi oferecido para o nosso tio, que aceitou a oferta, para satisfação da minha avó, e o levou para seu sítio.
 
A primeira coisa que fazíamos no sítio era procurar aquele pato. Alimentávamos as aves com milho e o observávamos nadando no lago. Bem adaptado no novo local, se destacava, pois era o único pato branco. Com o tempo, foram nascendo outros, mestiços e branquinhos também.
 
Vou contar uma coisa: a tia, também dona do sítio, gostava muito de pato assado, mas nunca soube se comeram aquele belo patinho.