Um Obelisco "no coração de São Paulo", que deveria estar aberto à visitação pública, daria um belíssimo passeio em um dos lugares mais bonitos de Sampa, que é o Parque Ibirapuera. Lá estão muitos heróis da Revolução Constitucionalista; há um coronel que cuida do local, que em uma entrevista à imprensa disse o seguinte: “Todas as vezes que entro aqui fico emocionado".
Um senhor que, após anos, ao dizer isso é porque vale a pena passar lá. Realizado em 1954, a criatividade do local onde fora construído só poderia ser de grandes escultores, arquitetos, italianos que no Brasil aportaram para viverem ou até mesmo "fugitivos de guerras, miséria que assolava a Itália naqueles idos", assim o Brasil recebia-os de braços abertos, alguns personagens vinham solteiros outros casados (infelizmente a Itália não faz isso atualmente com descendentes dos italianos residentes no Brasil); muito contribuíram com o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil, onde temos grandes colônias italianas.
Esse Obelisco Mausoléu é uma obra do escultor Galileo Ugo Emendabili, nascido em Ancona, Itália, portanto ítalo-brasileiro. Saiu de sua pátria com destino a Argentina, de navio, mas em uma parada no Porto de Santos por aqui ficou, por nossa sorte (1898 – 1974). Iniciou sua arte com entalhes em madeira, aliás, os italianos são mestres nessa arte de entalhes, assim como a música, pintura, arquitetura, gastronomia, a civilização romana nos deixou um legado que não tem preço, muito acentuado no Brasil.
Existem outras obras do Galileo Ugo, como Monumento Ramos de Azevedo, escultura no Túmulo da Família Forte, no Cemitério da Consolação. Além do Obelisco Mausoléu, que tem a sua própria história, onde existem os soldados.
Imaginemos essa região no período em que fora construída, serena, pura, provavelmente havia algumas ou muitas árvores, ao entrar no mausoléu pelo menos senti uma paz infinita (coisas do além e dos guerreiros, valentes soldados, pois todos tinham o mesmo objetivo: lutar se for preciso até a morte, cumprindo assim cada um seu papel e deixando-nos um maravilhoso legado de luta, só não lembro-me de alguma mulher lá guardada, talvez por machismo dos homens).
Na esperança de estar sempre aberto à visitação pública e assim até podermos reverenciar nossos heróis.
Saúdo-os.