O direito de ajudar Papai Noel puxar o saco

Quando eu ainda era adolescente e vivia na minha querida Freguesia do Ó, em uma época como a de agora, bem pertinho do Natal, eu fiz o meu mais ardente pedido ao querido Papai Noel.
 
Assim como outras crianças da minha época, havia o hábito de dias antes do Natal escrevermos um bilhete com o nosso pedido dirigido ao Papai Noel, e colocarmos o mesmo na janela de casa, junto a um par de sapatos recheado de capim, destinado à alimentação das renas que puxavam o trenó do Papai Noel.
 
E assim, em determinado Natal, resolvi fazer um pedido diferente e que me fosse importante durante toda a vida. Pedi com muita fé que o bom velhinho me desse a felicidade de poder um dia ter muitos amigos, mas amigos de verdade.
 
O tempo foi passando e eu passando também, cresci, fiquei noivo, casei, tive alguns amigos que já passaram também, e um dia ao recordar o velho pedido feito eu até fiquei achando que o Papai Noel, muito ocupado, esqueceu a minha cartinha bem no fundinho do saco.
 
Já crescido, esqueci meu velho pedido, e assim meio aborrecido parei de pensar naquilo, achando que tudo aquilo não passou de ilusão de menino.
 
E assim, na semana passada, lendo todas as cem histórias que escrevi aqui, e seus respectivos comentários neste site postados, fiz uma enorme e feliz descoberta.
 
Papai Noel, jamais esqueceu o meu pedido feito com muito entusiasmo no Natal de 1947, na casa que eu morava, lá no Largo da Matriz Nova, 92, lá na velha Freguesia, quando ainda criança.
 
Ele só passou sem descanso, vários anos escolhendo todos eles, com muito cuidado e a dedo. E então me entregou todos eles, com carinho e muito afeto, nessa minha terceira idade. Aqui no site São Paulo minha cidade.
 
A todos os que fazem parte ou estão ligados neste site, o meu eterno obrigado.
 
Bom Natal e feliz Ano Novo!