Memórias

Remexendo nos guardados, vi um livro que ainda tenho comigo.

São Paulo Minha Cidade, com mais de mil histórias.

Ganhei esse livro quando morava na Rua Paris, na Vila Madalena.

Uma das meninas ganhou no trabalho dela e me presenteou, sabendo que eu gostava de ler.

Eu estava morando com minha filha, pois estava me recuperando de uma grande depressão.

E, incentivada pela minha filha, comecei a escrever.

E, à tarde, saia com ela para dar uma caminhada pelo bairro, pois não conseguia sair sozinha.

Tal era a minha debilidade, magra e sem forças, foi o pior tempo da minha vida.

Mas comecei a buscar dentro de mim algo que ainda estava por realizar.

E, escrever versos, sempre escrevi, fazer uma boa redação era comigo mesmo.

Na nossa vida, temos tempo para tudo, sabendo aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece.

Muitos autores não escrevem mais, outros ainda estão por aqui. Mas a vida é assim mesmo, portanto devemos passar e deixar um rastro de luz.

Sem pretensão de ser melhor do que ninguém, apenas mais um na multidão.

No décimo segundo andar,

vejo luzes a piscar,

daquela que não dorme nem tosqueneja,

ai que saudade,

da minha querida cidade.