Vitrais do Madre Cabrini

O sol já batendo nos vitrais, refletindo luzes multicoloridas no “ádrio” da capela. E, lá no alto, a vida da grande missionária, vinda da Itália para evangelizar os imigrantes italianos na América.

Desde o barquinho com o qual ela brincava dizendo que ia para as Índias, e que certo dia caiu no ribeirão e foi salva por um anjo, até os colégios e hospitais fundados por ela, pelo mundo afora.

Grande mulher que não temia obstáculos, sendo de saúde frágil, cujo lema era “omnia possun in el qui me confortat” (tudo posso naquele que me fortalece), e de uma grande humildade; contava-se que certo dia, de hábitos molhados, estava lavando o chão, chegou alguém perguntando pela madre superiora. Ela mandou aguardar um pouquinho, foi lá dentro e voltou recomposta, dizendo: – Sou eu.

E aquelas jovens serenas, ajoelhadas, rezando o terço em latim, ladainha em latim; do “kirie eleison” até “agnus dei qui tollis pecatta mundi” são quase 70 invocações. Depois vinha missa, que era em latim. Depois da missa o café, depois os afazeres do dia, muitas salas para limpar, algumas tinham que ser enceradas de joelhos.

O colégio era grande demais, mas a nossa juventude era de uma fé inigualável. 45 se passaram, mas de vez em quando cai uma lágrima dos meus olhos, lembrando-me da minha serena juventude.

Hoje visitei o meu passado,

abri o portão,

olhei o pátio,

desci a alameda

e, no caramanchão,

bebi água na concha das mãos.