O cotidiano

Nosso querido planeta está sempre em estado de mutação, para o bem ou para o mal (a falta de preservação). Isto não é novidade, sempre esteve assim em vista de mudanças, alteração, interesses comerciais, modificação, transformação, “progresso”.
 
Podemos dizer que as mudanças ocorridas no passado, muitas delas benéficas, trouxeram novidades e progresso nas ciências, nas descobertas, uma evolução.
 
Ultimamente em função do volume dessas mudanças e de tantas que estamos sentindo saudades, daquele velho tempo em que essas mudanças não aconteciam com tanta celeridade. Não se trata de acomodação, não acompanhamento, ficar para trás, mas de tantas regras, leis, condutas atingidas aos indivíduos e a sociedade, muitas dessas modificações ocorridas na pressão, no desespero, na malícia. São, de outro lado, os métodos escolares, os sistemas de ensino, o transporte alternativo, a facilidade do transporte aéreo, o lazer, a alimentação, a saúde, as doenças… Enfim, tudo mudou para “melhor”.
 
Discordo.
 
Sempre fui muito lerdo em acompanhar mudanças, levo muito tempo para discernir se foi para o bem e se foi para o mal. A pressa, diz o ditado popular, é a inimiga da perfeição.
 
Digo isso, porque sou a favor do transporte marítimo, do rodoviário, do transforme ferroviário, do andar a cavalo e de charrete de ir à missa aos domingos com a família na minha capela ou na minha paróquia. Aliás, digo-vos que esta sempre foi a tônica da minha vida, A modernidade sempre foi muito rápida para mim, não que não a respeite.
 
Se ouvirmos os apelos comerciais, pelo rádio, TV, dos programas de televisão aberta ou a cabo e, para você ficar bem “aparelhado”, você precisa adquirir medicamentos e utensílios modernos, do contrário você está superado, ultrapassado, condenado.
 
Mas e se eu não quiser entrar no jogo do comprar? Digamos que se eu optar por ter uma vida simples, do jeito que aprendi com meus pais e avós, tios… Será que estarei “sentenciado” a viver à margem dessa modernidade? Sim e não.
 
Diante de tanta modernidade, preste atenção nos chamamentos diários, instantâneos, sempre há uma novidade no ar: remédios, aparelhos para lhe deixar em forma, bebidas de uma marca tal, etc… Acho tudo isso uma enganação, trapaça mesma, os defensores dizem que é o livre comércio. Uma moda que no fundo é adquirir do noticiário, do anunciante e do produtor.
 
Uma palavrinha sobre o nosso sistema político e judiciário? Vi dia desses um filme na TV. A pergunta era: você ama a lei ou a justiça? O principiante advogado respondeu que amava a lei, mas que não podia esquecer a justiça. E concluiu que, depois de uma tumultuada ação ganha nos tribunais, talvez deixasse a advocacia e se dedicaria apenas a ensinar esse princípio, aprendido na faculdade, ou seja, entre amar a lei e fazer a justiça acontecer. Sua queixa: de que unir ambas dá muito trabalho, é cansativo. Há advogados canalhas, patifes por aí a defender marginais, pois esses também precisam de defesa.
 
E quando sobra tempo, a TV preenche com programação de jogos das eliminatórias, dos amistosos da Seleção, como serão as participações das Seleções na Copa do Mundo de 2014? Que mundo interessante estamos vivendo “hem”? Bom, chegada a noite, cansado do dia de trabalho, logo vem o noticiário noturno: Brasil Urgente, Jornal da Band, Jornal Nacional, alguns canais transmitem os programas de “pastores” das diversas igrejas pentecostais… E a seguir, as novelas. O que as novelas ensinam?
 
Manhã seguinte recebo o jornal, não leio, apenas folheio e, em segundos, chego ao final. Não encontrei nenhuma notícia que pudesse me dedicar a sua leitura. Ainda bem que minha biblioteca está bem ali, próxima, e posso enfim ler algo bom e positivo ou escrever alguma boa história, que passa interessar o leitor.