Não sou muito bom em escrever e muito menos no português, desde já me desculpo por alguma falha de gramática. Mas gostaria de expressar meu grande amor por esse bairro onde meu pai, tios e tias cresceram e alguns vivem até hoje, onde também tive a grande boa sorte de crescer e morar até meus 24 anos de idade (hoje estou com 25); só não moro mais no bairro, pois me casei e fui morar na cidade de Santo André, pois o imóvel é mais barato e cabia em meu orçamento e de minha esposa, mas meu maior objetivo é voltar para onde eu não gostaria de ter saído: o meu Ipiranga.
Morei nas ruas Gama Lobo (ao lado do Clube Estrela em frente à antiga Sacitur), Costa Guiar e na 1822, onde minha mãe mora até hoje; “poxa”, quantas lembranças boas, saudades das peladas na quadra da Pinheiro da Cunha, quadra do Bombeiro da Nazaré, quadra do Cristovão Colombo no Campo do Garotos da Vila Nair e das ruas, mesmo com gol feito de pedras ou chinelos, correr atrás de pipa na Nazaré e região, das festas juninas do meu amado Colégio Nossa Senhora da Glória (soube que as festas de hoje são uma porcaria), que, aliás, aprontei muito na época de escola junto com meus colegas e amigos que tenho até hoje.
Cresci também nas vielas e becos do Heliópolis onde tenho muitos amigos e frequento até hoje, mas onde eu realmente mais gostava de ficar era na casa da minha falecida Vó Dona Luzia Miyazato, que morava na Rua Cipriano Barata, na altura do 2500, com seus 17 filhos. Acredito que a família japonesa mais conhecida do bairro…(risos), pois até hoje quando ando com meu pai Souei ou tios(as) nas ruas do Ipiranga sempre encontramos muitos amigos(as) de sua época e, como eles sempre frisam, que época boa.
Hoje, passo pelas ruas do bairro e não vejo mais crianças jogando bola, os campos de várzea sumiram (aliás, na minha época já era muito raro), pipa no céu, nossa, uma coisa muito rara, hoje só querem saber de game e PC.
“Poxa”, eu admito e não tenho vergonha de dizer que sou muito bairrista e sei que quem mora ou morou no Ipiranga tem muito orgulho desse bairro.
Como eu te amo Ipiranga!