Este problema que eu vou descrever de uma maneira fictícia, faz parte de um livro de um autor que sempre gostei de ler desde os tempos que trabalhei na Livraria Saraiva nos anos 50. O nome desse autor era Julio César de Melo e Souza, mas eu sempre o conheci e li pelo seu pseudônimo "Malba Tahan", autor de um sem numero de obras que em sua maioria eram especializados em Matemática. Um dos mais populares é “O Homem Que Calculava”. Era livro de numero oito da velha coleção Saraiva dos anos, 50 coleção que lançava um romance por mês e que era de assinaturas.
Acredito que muitos dos leitores deste site conheçam este problema. E que se for apresentado da maneira que vou apresentá-lo não vamos encontrar uma solução. Não lembro bem em que livro que eu descobri esse problema, mas me parece que foi no Diabruras da Matemática ou Maravilhas da Matemática.
Mas vamos como disse ficticiamente imaginar que eu fui para São Paulo para participar de uma das redondas já famosas em que se reúnem os escritores do SPMC. Acontece que eu cheguei em uma hora errada e então resolvi eu mesmo convidar alguns amigos para participar da mesma . Mas infelizmente não pude contar com a presença de todos e fiquei extremamente resumido a somente dois escritores, o Modesto Laruccia, meu grande amigo do Braz, e o Arthur Miranda que foram os únicos que confirmaram presença.
Como eu sentia saudades imensas de uma pizzaria tradicional do nosso bairro, resolvi fazer essa reunião na famosa Castelões, na Rua Jairo Góis . E aí fomos os três,donde saboreamos a melhor pizza do mundo.
Coincidentemente descobri que o garçom o Tomas, depois de algumas conversas dos velhos tempos, era filho de velho um amigo da Rua Caetano Pinto e com isso recebemos também um tratamento todo especial.
Comemos aquela pizza e batemos aquele papo que sempre sonhei para uma dessas redondas (que deixando um pouco de lado, há ficção um dia ainda irei participar) e voltando ao problema chegou a conta que eu fazia questão de pagar. Mas se eu assim o fizesse, aí não haveria mais problema para resolver, então para continuar dividimos a conta que dava 30 reais (bem barata essa conta, isso em dólar dava pouco mais de 15). Então eu dei dez reais, o Modesto deu dez reais e o Miranda deu dez reais, totalizando os 30 reais da conta.
O Tomas, o garçom, foi para o caixa e conversando com seu chefe disse a ele que desse um desconto, pois ele era amigo da gente. O chefe muito atencioso deixou por 25 reais. O Tomas pegou o troco e no caminho de volta a mesa raciocinou com ele mesmo e pensou que cinco reais não daria uma divisão exata. Então ele pegou dois reais e enfiou no bolso e deu três reais de troco.
Então, se eu tinha dado dez reais e recebi um real de volta, eu só paguei nove reais, assim como o Modesto e também o Arthur, que pagaram nove reais cada um. Aí é que chega o misterioso problema, pois 9 x 3 = 27 e mais os dois reais que o Tomas enfiou no bolso. Se a soma dá 29, aonde esta o outro real?
Como disse, a maneira que apresentei o problema não tem solução: Tirem vossas próprias conclusões .
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