Os infortunados moradores da Rua na Penha

O tempo passou e o bairro mudou bastante. Há 40 anos, não existiam tantos mendigos e moradores de rua. Também não havia os jovens dependentes de drogas pedintes nos faróis. Quanta tristeza, quanto desperdício do ser humano…

Me incomoda mais ainda, à noite quando vou deitar em casa. Na cama limpa, aconchegado pelos lençóis e cobertores, lembro daqueles pobres dormindo na rua, nos baixos dos viadutos e no relento. Peço a Deus que os conforte. Peço à Nossa Senhora da Penha que os abrigue.

Estamos neste mundo de passagem, onde alguns tem uma bela jornada e outros infortunados, uma vida de sofrimentos e decepções.

Estas coisas não fazem sentido… Me sinto culpado por não reagir. Espero que as coisas mudem.

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