Certa vez, estava em São Paulo, nas imediações do Parque Ibirapuera. Havia um shopping recém-aberto, foi um dos primeiros a ser lançado, eram várias lojas dentro de uma grande loja. Em cada porta, parava e olhava os produtos oferecidos em suas vitrines.
Penso que não há pessoas que não se interessem por ofertas e novidades. Mas o que queria dizer é que foi assim que surgiram os primeiros e grandes shoppings center.
Acho que foi uma grande sacada. Não restam dúvidas que antigamente o comércio era feito por grandes empresas com suas respectivas lojas e departamentos, como é o caso das Lojas Mappin, que se tornou uma tradição histórica na cidade de São Paulo.
No interior daquele shopping, ao qual me dirigi através do transporte público urbano, o veículo fez tantas voltas que não saberia dizer-lhes por onde transitou.
O combinado com o cobrador foi que ele me indicaria o local próximo ao Shopping "Ibirapuera". Passados ali umas boas horas vespertinas, voltei para o Centro de São Paulo sem nenhum pacote ou sacola na mão.
Só fui para conhecer a tal novidade, atraído certamente pela publicidade em torno dele, e o que ia ficando na realidade gravado em minha memória foram os ruídos que se ouviam do interior dos corredores, dos carros, no trânsito agitado paulistano.
Bom, isso é comum para vocês, mas para mim indica movimento e movimento parece indicar que a vida faz giros constantes, ora aqui ora ali, e que a vida é movimento. E havendo movimento, rotação, máquinas operando, certamente existe vida.
Coisas paradas, motores desligados, lojas cerradas, silêncio profundo parece indicar… Coisas sem vida, mas são só aparências.
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