4º Centenário de São Paulo

Era janeiro de 1954, eu tinha apenas seis meses de idade, meus pais e meus irmãos mais velhos levaram-me na Vila Formosa – SP para meus avós maternos, espanhóis dos bons, me conhecerem.

Fomos recebidos na Estação da Luz, reluzente como nos carros de primeira classe da Cia Paulista de Estradas de Ferro, é o famoso R., "Luxo", tinha o P. também.

São Paulo toda enfeitada, em muitas festas por todos os lados. Aviões sobrevoavam lançando aos ares da bela, rica e próspera metrópole pétalas de rosas (enfim, flores).

Meus tios paulistanos e meus irmãos sempre me disseram e eu não consegui ainda confirmar: mas dizem e afirmam que o piloto do avião que dispensava as pétalas de alegrias por São Paulo era piloto do avião que naquele dia veio a cair, isto é, nosso conterrâneo, nosso vizinho, filho ilustre de nossa cidade Rincão – SP, Januário Colesante, tido também como “ex-pracinha”, "participante FEB".

Quinze dias ficamos na capital com festas, presentes, pétalas, enquanto na nossa também querida Rincão: luto, tristeza pela morte de um de seus muitos filhos honrados.

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