Morávamos defronte ao Clube Banespa, Parada Petrópolis, na outrora rua Manuel de Nóbrega, 327, onde era o Empório Pongaí, de meu pai.
Tínhamos vários amigos entre eles o futuro famoso: Roberto Rivellino, que morava na rua debaixo, ou seja na Joaquim Guarani e sempre jogávamos bola contra ele e o irmão, Abilio. Perdíamos de goleada até que colocávamos um deles no nosso time, aí ficava equilibrado.
Juarez de Lima, um boxeador que foi campeão brasileiro e sul-americano. Atuou nos Estados Unidos e na Europa. Falecido precocemente. Sendo que o irmão, Antonio, ainda continua sapateiro aqui no bairro.
Nelson Gomes Pedrosa, cliente do Empório. Irmão do então presidente da Confederação Paulista de Futebol. Gostava de tomar "umas e outras" todos os dias no Empório.
Henrique Nelson Calandra, magistrado. Hoje presidente da AMB – Associação dos Magistrados do Brasil, que congrega cerca de 16 mil juízes e magistrados.
Ananias Pereira Porto, médico renomado e um dos diretores da Santa Casa de Santo Amaro e membro da Secretaria de Saúde de São Paulo. Morava defronte a nossa casa. Tinha três filhas.
Alexandre Klein, professor, pessoa fina e educadíssima. Lecionava se não me engano, na USP ou no Mackenzie. Morreu assassinado por pistoleiros no portão da casa onde residia e nunca descobriram o motivo.
Padre Carlos, era o líder do Meninópolis e ia sempre no Empório. Meu pai ficou de doar uma janela para a obra que ele estava fazendo. Só que nunca doou.
Dr. Nogueira, era juiz. De vez em quando parava e ficava no Empório bebendo o dia inteiro e depois ia dormir no quartinho dos fundos. Acordava e ia embora para a residência e só ia trabalhar no dia seguinte.
Ernesto Milton Dias, delegado do antigo “Rudi". A mãe do mesmo era a dona Zezé, cliente do Empório.
Todos eles foram manchetes de jornais da época.
Hoje tudo mudou e sequer os nomes dos vizinhos sabemos e que apenas vemos e sequer pouco nos cumprimentamos.
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