Formou-se um autêntico vulcão lá pelos lados da Turiassú, reduto verde, quando pela segunda vez aconteceu há poucos dias uma violenta explosão, a erupção pela bi-queda: a Segunda Divisão do Brasileirão; veio então em forma de lavas verdes e não avermelhadas costumeira, as grossas nuvens de cinza e lava quente vieram para queimar, torrar melancolicamente a galera verde na qual me incluo como palmeirense de quatro costados, elas sem piedade se espalharam pelas veias de cada coração esmeraldino.
Outro dia, faz tanto tempo, anos 50, menino, entraria pela primeira vez no bucólico Estádio do Pacaembu, aprenderia a amar esse manto verde incentivado que fui pelo saudoso palestrino padrasto José, nem poderia imaginar que anos mais tarde passaria por estes momentos; vieram, eu sei, vitórias, empates, derrotas, lágrimas de triunfos e não como de agora que só nos trazem decepções, lembro-me ainda daquele 7 x 6 a favor do Santos em uma memorável noite de 1958; mesmo perdendo notou-se a bravura verde tão diferente dos dias atuais, foi a vitória do coração, serve como exemplo.
Aconteceu a queda inevitável, o vulcão verde novamente deu o ar de sua fúnebre graça, quem sabe um Phoenix verde ressurja das cinzas e novos triunfos sejam conquistados. A Arena deslumbrante saindo das maquetes está chegando, aí a torcida que canta e vibra lá estará para evitar uma nova erupção de lavas verdes…
E-mail: [email protected]