"Tô di olho no sinhô"

Esse era o bordão famoso que tornou conhecido o meu querido amigo e ex-colega Clayton Silva no Brasil inteiro, através dos programas A Praça da Alegria, no passado, e A Praça é Nossa no presente. Clayton foi um pioneiro na televisão paulistana, acompanhei seu trabalho na antiga TV Paulista, na TV Bandeirante, na TV Record e no SBT.

Entre 1967/68 quando trabalhamos juntos na TV Bandeirantes (programa Cidade de Araque), eu, minha família e a dele, às vezes, nos finais de semana, saíamos de nossa São Paulo e seguíamos para a Via Raposo Tavares na altura de Cotia, e lá a beira da estrada fazíamos nossos churrascos e bebíamos água pura, diretamente da fonte que corria ao lado do local que naquela época era uma área de descanso, que eu nem sei se ainda existe hoje em dia.

A estrada era tranquila, cercada de muito mato, tudo era mais barato, ninguém falava de assaltos, a gente se divertia, era feliz e não sabia.

Depois de lutar contra um câncer por três anos seguidos, Clayton deixa esse nosso mundo levando com ele a sua grande fortuna acumulada nesses anos todos de vida artística, que foram seu coleguismo, sua simplicidade, seu talento, sua fidelidade e as saudades de todo mundo que teve a oportunidade de conviver com ele, que mesmo estando a muitos anos vivendo em São Paulo, nunca perdeu o jeitinho mineiro de ser.

Clayton Geraldo Silva, nascido em Uberlândia, em 6 de fevereiro de 1938 – faleceu em Campinas onde morava com sua esposa, no último dia 16 de janeiro de 2013.

Meu Deus! Que saudades estou sentindo.

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