Era muito miudinho, magrinho, baixinho. Seu físico tinha todos os "inhos", mas o seu caráter, a sua solidariedade, a mão amiga na hora certa, a palavra de consolo, isto sim, o fazia um gigante. Quando você precisava, lá estava ele, sempre presente, consolando naqueles momentos de dor e angústia. Em 1993, perdi minha avó e ele foi o primeiro a chegar na minha casa para dar uma palavra de conforto à família. Em 2001, perdi minha mãe e novamente ele chegou.
Não vinha apenas na hora da notícia e depois se afastava. Vinha, permanecia, voltava para casa para descansar e no outro dia novamente ele chegava. Já sabíamos que viria e aquilo nos consolava. Em 2008, perdi meu pai. Ele não veio, porque estava doente. Fiquei sabendo que ele ficou muito triste por não ter comparecido à nossa casa para nos dar apoio. Nós compreendemos, porque sabíamos que se ele pudesse em hipótese alguma deixaria de vir prestar a sua solidariedade.
Na confraternização do Natal de 2012, estava na Igreja conosco, celebrando o nascimento de Jesus. Em janeiro agora, ele nos deixou. Foi morar com os anjos, ao lado de Deus. O culto de corpo presente nos fez chorar, aos cantarmos os hinos que ele mais gostava.
Clemente José de Jesus, o homem que deixou o Nordeste e veio para São Paulo ser bênção na vida de muitas pessoas. Agradeço a Deus por ter colocado este homem em nossas vidas.
Clemente, o pequeno gigante de Deus.
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