Pobres árvores paulistanas

Caminhando pelas ruas da vila Mariana e Aclimação, bairros outrora repletos de árvores nas ruas, fico aborrecido em ver uma aqui, outra alí, depenadas (o termo certo é desfolhadas) troncos rachados, descascados, e o pior de tudo, raízes totalmente fechadas por concreto, não permitindo que a água chegue e alimente a planta. É um verdadeiro crime que as pessoas cometem com essas criaturas que só nos dão benefícios, que abrigam os pássaros, nos dão oxigenio,e até o leito eterno.
Não são somente pessoas que impermeabilizam as calçadas, a prefeitura também o faz, basta olhar ao redor dos parques públicos, quer um exemplo: olhe as calçadas da Rua Machado de Assis, em torno do parque. Olhe em frente as faculdades que proliferam na região da vila Mariana e Liberdade, e por fim, olhe na calçada em frente a sua casa. As árvores não nos pedem adubo, agrotóxicos, fertilizantes. Elas só nos pedem que ao redor de seus troncos , em um diâmetro de 50 cnt, deixemos a terra nua para que a chuva possa chegar às suas raízes, e pedem POR FAVOR: não construam aqueles malditos murinhos em torno da árvore, a menos que você a adote e se obrigue a diariamente molhar, dentro da piscininha seca, onde todo mundo joga pontas de cigarro, latinhas de cerveja, lixo e outras porcarias.
Estamos em 2006, e logo estaremos em 2007, e nesses últimos séculos nós somente causamos prejuizo à natureza.
Perdão, Irmãs Árvores, perdão pela nossa ignorância, descaso, oportunismo e perversidade, e esse pedido de perdão é o mesmo que pedimos aos excluídos, aos agredidos socialmente e a todos aqueles a quem a humanidade cometeu crimes de todas as espécies.