Plena madrugada, inverno ainda, acordo, levanto, e lá fora vou e da frente de minha casa, para o céu olho e vejo-a totalmente brilhante, cheia, como se diz.
É a Lua que tanto encanta e que nos tempos de uma São Paulo ainda romântica e poética servia de inspiração aos corações dos jovens sonhadores que em suas amadas pensavam.
Vejo nos noticiários que trata-se da segunda Lua cheia dentro do mesmo mês, julho, o que é incomum.
Por que razão não sei. Mas chamam-na de Lua Azul, termo que nunca ouvi falar e fitando-a bem, nada vi nesse tom.
Azul, ou não, mas olhando-a e esvaindo a mente dos pensamentos vãs, o esplendor da luz prateada que ela irradia, propicia a percepção de de como somos pequenos e finitos neste Universo que vivemos.
Agradeço ao Criador, a felicidade de poder apreciar essa dádiva e de todos os encantos que a natureza oferece.
E-mail: [email protected]