Santo Amaro expande-se, mas o que é feito de sua história? O coreto de Santo Amaro na Praça Floriano Peixoto está em "obras" e com as devidas proporções fui rever em outras paragens aquilo que demarca (ou demarcava) as cidades do interior paulista: o coreto na praça!
Deparei-me com um coreto acolhendo músicos das bandas tradicionais do local e a praça repleta de pessoas em um caminhar dos antigos "footing" das praças, um vai e vem dos enamorados, de repente, caí na real sobre a Praça de Santo Amaro: está toda gradeada, tem um monumento ao poeta Paulo Eiró, idealizado pelo artista Julio Guerra, que é cercado por um espelho d'água, que não tem água e um coreto com tapume reformando para quê? Há muito não tem banda, nem uma música sequer ecoa do coreto, até os sonoros pássaros não gorjeiam mais ali, mudaram para algum outro lugar e que não é mais em Santo Amaro. Os administradores não "vivem" Santo Amaro sabem por quê? Porque eles não são de Santo Amaro, como podem ter pertencimento e identidade com o local! Não há sentido ter coreto sem apresentação de música e "eles" estão reformando para quê?
Fica a sugestão: acabem de vez com aquilo que restou de Santo Amaro, desliguem os aparelhos deste doente terminal, falta pouco para tudo acabar! Ah, ia esquecendo: aproveitem derrubem também a Matriz, ela é um estorvo para o "progresso" e a expansão imobiliária local, aliás, ela não tem nenhuma função religiosa na atualidade e ela é "simplesmente" a Catedral oficial de Santo Amaro e está prestes a cair por si mesma, será um grande tombamento!
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