Foram timaços que formamos

Aos oito anos fiz minha estréia triunfal com a camisa número oito do time infantil do Alvinegro FC; o dez era o Nuquinha.

Fiz "carreira" neste time, que tinha o Athaide, o Binho, o Isac e outros que esqueci.
Nessa época, no "esporte" do Alvinegro, jogavam Jarbas (goleiro), Vaquinha (marcador incansável), Noé (goleiro reserva meio frangueiro), o Oliveirinha (craque) e outros não tão craques…

Aos 11 anos, com espírito empreendedor, resolvemos fundar nosso próprio time (eu, o Ivo – falecido – e dois irmãos, o Flávio e o Pedrinho). Criamos o Estrela D'Alva (para os íntimos, Estrelinha). Nosso grande rival era o Leão do Morro. As camisas do Estrelinha, amarelas, foram feitas pela mãe dos irmãos Flávio e Pedrinho, me parece que de saco de farinha, mas prefiro pular estes detalhes irrelevantes.

Já adolescente, fui para o Parque Oratório e depois veio tanta coisa. A vida rolou essa bola!
Virei funcionário público, disputei torneios no campo do Burro da Central, depois no Campo da FRUM (Vila Maria). Deixei de ser funcionário público. Fundamos um novo time chamado Melou (na verdade, Melô, como preferiam os fundadores/atletas) que ficou invicto por 26 partidas e quando perdeu uma, aí melou de vez!

O jogo continuou; o jogo continua. Num lance cômico/violento, jogando pelo Nacional, tive uma contusão séria. Longo afastamento. Depois, nos campos de Andradas (UVA), fiz um gol antológico, inesquecível, relembrado até hoje em prosa e verso (mais prosa do que verso, claro), atuando pelo time da Kolynos.

Foram muitos e muitos times por onde andei, literalmente "andei", meu jogo sempre foi extremamente cadenciado. Ainda jogo, a vida continua rolando essa bola, mas já não jogo com meus pés; penso que agora quem anda entrando em campo é só meu coração. Vai João Victor! Vai Heitor! Corre Álvaro! E dá-lhe Santos!

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