Lá em Goiânia há um belo mercado municipal. Neste mercadão, entre um monte de outras coisas boas, gostosas, umas malucas, outras inusitadas, há os famosos empadões; o empadão goiano (que tem muitos ingredientes, mas o mais chocante é o palmito guariroba). Comer um empadão no Mário, que está lá desde 1951, ou no Alberto, é um prazer difícil de explicar. Só indo lá comer!
Bom, Goiânia não é São Paulo, então vamos voltar para cá. São Paulo tem de tudo e tem comida típica do cerrado por aqui, de pequi, baru até guariroba; duro é achar, mas tem. No último sábado, saí pelas ruas – não necessariamente atrás de petiscos goianos – que o sol estava de arrasar e, nas ruelas transversais do Itaim, localizei um boteco que tinha tudo isso e um pouco mais, coisas que nem sabia que existiam. Entre as preciosidades, vislumbrei um frasco de "Marialva" – levei para casa e salve Santa Marialva (que é mineira e não goiana). Se eu redescobrir onde fica o boteco, que me esqueci de anotar o endereço, um dia ainda volto para lá.
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