Meu padrinho tinha um escritório de representação de tecidos, na Rua Florêncio de Abreu e, aos sábados, me levava para "trabalhar" com ele.
Eu, aos sete anos de idade, calças curtas e meias 3/4, ficava feliz em poder brincar naquele meu sonho de consumo que era a enorme máquina de escrever Remington do escritório.
Na volta para casa tínhamos uma parada obrigatória na maravilhosa Igreja de São Bento, pois lá era celebrada, em latim, a missa cantada, com duração de 60 minutos.
Num momento da cerimônia, o celebrante deixava o altar e percorria a igreja, assessorado por coroinhas e outros padres auxiliares, queimando incenso de benjoim.
Aquele perfume, aliado aos cânticos gregorianos, fazia a missa ainda mais mágica e inesquecível.
Ainda outro dia pude voltar à Igreja de São Bento. Mergulhado nas minhas melhores recordações,redescobri um recanto na lateral da Igreja onde a sensação de paz e silêncio é tão grande, que a impressão é a de que o tempo não passou desde a minha infância, há 54 anos atrás.
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