Ada Rogato, a nossa Aviadora

27 de novembro de 1951. Nesse dia chegava em São Paulo a aviadora Patrícia Ada Rogato, que há quase sete meses vinha realizando um Raid pelas três Américas. O único objetivo desse feito foi estabelecer laços mais fortes que a amizade entre o Brasil e outros países do centro sul e norte americano. Que além de vingar-se no exterior o quanto temos realizado em matéria de aviação civil. Todavia, Ada conseguiu muito mais, e ela é a única aviadora brasileira que através de um vôo extraordinário conseguiu mostrar pelas Américas o valor, o arrojo, o espírito patriótico do piloto brasileiro. Sem dúvida, Ada Rogato soube fazer com que os demais países Sul Centro Norte Americano reconhecessem que o Brasil atualmente é um dos mais elevados expoentes da aeronáutica civil. Para se chegar a essas conclusões, basta que folheem vários recortes de jornais e revistas dos quais se comentem em outros países o atual feito da aviadora brasileira. Prova de coragem e arrojo. O vôo de Ada Rogato foi sem dúvida uma asseveração do valor e da coragem dessa jovem. Voar hoje em dia é um acontecimento corriqueiro e banal em nossa vida. Todavia num trajeto de tal envergadura costuma-se a usar quadrimotores possantes quase grandes raio e com todas as vantagens dos modernos aparelhamentos em rádio navegação pode proporcionar e notemos ainda que todos esses equipamentos num desses aviões gigantescos existem em dobro o número de hélices. No caso de falhar um pode se contar com as outras. O grande contraste como os modernos DC 4 e DC 6, Constellation.
O avião que Ada Rogato realizou seu ultimo vôo, é um pequeno monoplano marca Cessna de asa altamente inteirada metálica, equipamento com motor marca continental de 90 HP com hélice metálica de passo firme. Internamente esse Cesnna possui acomodações para duas pessoas piloto inclusive. Seu painel de instrumento além de elementares para o vôo e motor possui como únicos equipamentos para um vôo forçado condições de uma visibilidade thou and bar (indicador de curvas) e um climp, (indicador de subida e descida), um altímetro sensível e um pequeno aparelho de rádio receptor transmissor general eletric de baixa freqüência e com alcance de mais ou menos 100 quilômetros. Pois bem, apesar de ter aparelhamentos paupérrimos, Ada Rogato efetuou um vôo de mais de 50 mil quilômetros pelas três Américas regressando sã e salva e coberta de glórias. Durante todo o seu imenso trajeto o avião cessna de Ada não manifestou menor defeito o que demonstra a perfeição. Este Raid extraordinário efetuado por Ada Rogato não contou com auxilio de nenhum piloto nacional ou estrangeiro, é necessário que se frize que o vôo de Ada Rogato foi o único no gênero até hoje efetuado de um mono motor de baixo potência sem equipamentos necessários a navegação e que é o mais notável viajando só sem auxílio de qualquer piloto. Ada havia retirado o comando do lado de dentro do seu avião deixando-o em poder do aeroclube de São Paulo. A valorosa aviadora chegou a São Paulo por volta das 14 horas nesse 27 de novembro de 1951, a bordo da mesma aeronave que efetuou seu longo vôo pelas Américas, a aterragem foi realizada no Campo de Marte, onde ela estava sendo aguardada por autoridades civis, militares, aviadores, jornalistas, fotógrafos e cinematografistas e pelo povo de São Paulo. A aviadora compareceria a uma recepção no cassino dos oficiais do parque da aeronáutica. Um cortejo acompanharia Ada Rogato pelas ruas da cidade foi marcado com motociclistas batedores da força especial de São Paulo. O trajeto marcado foi o seguinte. Ruas Voluntários da pátria, ponte das bandeiras, avenida Tiradentes, Rua Brigadeiro Tobias, Senador Queiros, Avenida Conceição, avenida São João,Rua Libero Badaró, Viaduto do Chá, Praça Ramos de Azevedo, Rua Conselheiro Crispiniano, e Avenida São João até a residência de Ada Rogato.