Corria o ano 1970, eu morava no bairro do Socorro e trabalhava na Plessey ATE – Telecomunicações; tinha muitos colegas de serviço, particularmente tinha dois que eu tinha mais intimidade, eram eles: Joaquim e Euclides, que tinha o apelido de Neguito. Certa vez ele me convidou para viajarmos para o interior de São Paulo, mais precisamente para uma cidade chamada Tupi Paulista, a 650 quilômetros de distância.
Quando chegamos, fomos muito bem recebidos pela família Amador e pela família Bueno, eles eram donos de fazendas de café e de gado. A amizade foi feita muito rápida, o povo de lá era muito humilde, assim como nós, logo fomos tratando de organizar um baile no terreiro de café, cobrimos com lona, colocamos uma mesa no centro, onde o sanfoneiro sentava e tocava e o povo dançava em volta.
Foi em um desses bailes que eu conheci Mercedes Bueno Amador, morena brejeira, cabelos compridos, tímida e sempre com um sorriso no rosto, foi paixão a primeira vista, aquele rapaz namorador que namorou na Cidade Dutra, Jardim São Luis, Veleiros, Vila Nova Friburgo, e em outros lugares, se rendeu aos encantos dessa linda morena.
Ela veio para São Paulo e aqui trabalhou em uma imobiliária, trabalhou na Copagaz, sendo secretária do Ueze Elhias Zaram, prestou concurso e foi trabalhar de professora do estado no Colégio João Silva, no Capão Redondo, depois aposentou, fez faculdade e foi trabalhar na prefeitura, onde está até hoje, me deu dois filhos maravilhosos: Vanessa e Wagner. Ela sempre defendeu esta cidade, que pertence a ela. Mercedes, uma vencedora em São Paulo.
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