Tatuapé, anos 60, fim de tarde de domingo… O bailinho de garagem na casa de um amigo na Rua Soriano de Souza havia acabado e, como sempre, à noite havia muitas opções de bailes, mas o preferido de todos era a quadra do Cruzeirinho, na Rua do Ouro. E lá fomos nós.
Embora sempre frequentasse o local, nunca havia visto aquela garota… Assim que a avistei tirei-a para dançar. No mesmo instante já se criou um clima gostoso, como dizem os mais modernos, “deu química” e dançamos o resto da noite. Começamos a namorar justo naquela noite do dia dos namorados… Um ano e meio depois acabou sem nenhuma explicação…
Na semana seguinte, ainda com alguma esperança, fui a um baile de formatura, pois sabia que ela estaria lá já que seu irmão era um dos formandos. Infelizmente ali entendi que era o fim da linha para mim… Nunca mais nos vimos.
Aquele 12 de junho de 1960 foi um divisor de águas…
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