O café do Aeroporto de Congonhas

Nada era comparável ao Café no Aeroporto, naqueles finais de noites dos Anos Dourados. Depois do teatro, depois do restaurante, depois do cinema, nos finais das madrugadas… Depois de tudo, o café do Aeroporto.

Era para lá que íamos, os jovens dos anos 60 e dos anos 70, quase sem forças, antes do repouso, mas com alegria de quem sabia viver a vida.

Na época, Congonhas era um aeroporto internacional com voos ininterruptos, 24 horas por dia, todos os dias. Isso já não ocorre mais.

O café do aeroporto era do tipo exportação, bem melhor daquele vendido no mercado interno.

Mas o que contava mesmo era o romantismo daqueles finais de noites de quem os viveu e que nunca sairão das nossas lembranças.

“Ah”, quanta lembrança, quanta saudade daquela Paulicéia que ficou no tempo!

Lembrando Vinicius, aquela foi a São Paulo dos amores e dos amantes que não foram imortais, posto que foram chamas, mas que foram infinitos, enquanto duraram.

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