Pensei que o Pepê tivesse morrido!

Foi o maior susto da minha infância, na década de 50, eu e meu irmão Luiz Gonzaga Santana estudávamos na escola estadual Professor Izabel Vieira no Jaraguá, no primário, 2ª ou 3ª série, não me lembro bem. Naquela época, na TV, éramos fãs da luta livre, brincávamos de lutas no recreio da escola.<br><br>Certo dia um amiguinho nosso o danado do Pepê, apelido carinhoso do Pedro Pozélli, chegou perto de mim e gritou:<br>-“Vou te dar uma tesoura”<br>Um dos golpes usados na luta livre e já voou com as pernas abertas e me abraçou pela cintura, mas sem apoio sua cabeça foi ao chão batendo a nuca com violência, desmaiou e ficou no chão inerte, nisso acabava de descer das escadas a diretora dona Adélia, que só viu a parte final do (golpe).<br><br>Dona Adélia uma mulher de meia idade loira e bonita, o que tinha de bonita tinha de brava e violenta, sem saber direito o que tinha acontecido, ao invés de socorrer o Pepê grudou na minha orelha e fincou as unhas sem anestesia nem nada, ai gritou:<br>-“já comigo pra diretoria!”<br>ainda bem que o servente viu tudo desde o começo, me defendeu mesmo que tardiamente e disse:<br>-“o menino não tem culpa o outro é que pulou nele”<br>Só aí me soltou, nisso o Pepê voltou a si, mas ficou com um galo que acho que canta até hoje.<br><br>Eu levei a pior porque fiquei com a orelha furada por um bom tempo, acho até que a pancada fez bem ao Pepê porque hoje ele é o Dr. Pedro Pozelli um renomado advogado, de vez em quando nos encontramos e rimos muito dessa e de outras travessuras.<br> <br><br>E-mail: [email protected]