Nasci e me criei na cidade de Amparo, interior de São Paulo. Em 1964, então com 22 anos, fui trabalhar na Capital, pois Amparo não proporcionava bons empregos. Após passar pela Editora Serapis, Editora Manhattan e Cidady Editora, fui trabalhar (9 de setembro de 1966) no Banco das Nações, na sua sede na Rua 7 de Abril, como Auxiliar de Contabilidade e em seguida fui promovido a responsável pelo Centro Eletrônico, onde preparávamos os movimentos das contas correntes dos clientes de 6 agências que o Banco das Nações possuía em São Paulo (a 7ª era em Itatiba, sede oficial do banco).
Lá, conheci o Senador Paulo Abreu (dono do banco), seu filho Henry Abreu (vítima ainda jovem em acidente automobilístico) grande figura, humano, amigo dos funcionários sem qualquer impáfia por ser filho de banqueiro. Era subordinado direto dele e sempre que queria um aumento de salário ia a sua mesa "chorar as pitangas" e nunca de lá saia sem um aumento.
Sai do Banco em 7 de junho de 1968 (pedi demissão) e fui trabalhar no Banco Lar Brasileiro a convite do amigo Ayres Lopes como Auxiliar Administrativo Extra Quadro (na realidade trainne) e rapidamente passei a ser responsável pelo DESCOBRA (Desconto, Cobrança e Setor Imobiliário). O Banco, na realidade, pertencia ao Grupo Rockefeller e quem mandava era Robert Blocker, gaúcho, filho de norte-americano. Em 5 de dezembro de 1968 fui demitido do banco por não concordar com a demissão de quatro excelentes funcionários do meu setor (lembrem-se que 1968 foi o ano do AI-5).
Hoje, quase completando 70 anos tenho boas lembranças disso tudo, até mesmo do Banco Lar onde estive somente por 6 meses. Em ambos os bancos aprendi bastante para o resto da vida!
E-mail: [email protected]