Rua Augusta a cento e vinte por hora

Hoje, indo para o Centro, lembrei-me de uma canção antiga, cujo nome é Rua Augusta, de Ronnie Cord, integrante da jovem guarda da década de 60. Os antigos lembram-se muito bem dela. O texto inicia-se:

“Entrei na Rua Augusta,
A cento e vinte por hora,
Botei a turma toda,
Do passeio para fora.
Fiz curva em duas rodas,
Sem usar a buzina,
Parei a quatro dedos da vitrine,
Legal…

Ai ai Johnny, ai ai Alfredo,
Quem é da nossa gangue,
Não tem medo.
Ai ai Johnny, ai ai Alfredo,
Quem é da nossa gangue,
Não tem medo…”

Fácil para quem desejar recordar, é só acessar a web. A letra se refere também ao "nosso vale", Anhangabaú.

Para as turmas que existiam na Grande São Paulo, a lembrança logo virá a tona. Basta se referir ao refrão.

Em nossa época áurea existia sim muitas "gangues". Fazer parte da gangue era como se diz: dar moral ao integrante, se enturmar.

Como os tempos mudaram…

Hoje existem tantas gangues, mas nem sombra do que eram as nossas. Roupas da moda: calças "Lee", boca de sino, cabelos longos, muita música "paulera" e agitação.

Poderíamos discorrer atualmente das várias gangues existentes, mas como são bem diferentes das antigas, sem aquele charme de conteúdos, ficamos por aqui. Só quis recordar.

E recordar é viver!

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