Lendo a coluna: Conte sua história, eu e meu irmão nos identificamos com a mesma, pois vivemos na região, na década de 70. Morávamos no Edifício Alice, onde meus pais eram amigos do Sr. Azis e Dona Alice, proprietários do edifício.<br><br>Lembro-me como se fosse hoje, dia 7 de setembro, saíamos na sacada para apreciar o desfile, aguardávamos ansiosos pelo Agrupamento 9 de julho, onde um amigo que fazia parte da brigada morava no casarão onde hoje é o Fisk. Tinha também o Suvaco da Onça, um bar-mercearia de dois portugueses: Manoel (Manolo) e Fernando (Pisco), que ficava no térreo do Edifício Calux, ao lado do salão de beleza da Marina. Lá, também morava o Gamela, a dona Odila, sua esposa a qual tirávamos muitas gargalhadas quando o Gamela dizia-nos que sua mulher era 10% "narfabeca" referindo-se a pouca cultura que ela tinha.<br><br>No mesmo prédio morava também Dona Maria Vituso que, carinhosamente, era chamada pelas crianças de "Maria Pinguça", uma senhora de origem italiana que servia marmitas, e mamãe a auxiliava. Chega de falar dos personagens. No Edifício Brasil e Portugal, onde papai trabalhava em parceria com o "Velho Santine" e o Franco, o zelador que, por sua vez, era filho de santo, do Nagrete "babalorixa", notório na Cidade A.E. Carvalho.<br><br>No Alice, éramos tidos como “os selvagens do condomínio”. Brincávamos de escorregador, no corrimão do prédio, jogávamos ovos no Edifício ao lado (Calux) travava o elevador etc. (isso é só um pouco do que fazíamos). Muitas das vezes, papai nos alimentava com o fruto de pequenos delitos: furtava leite e pão que o padeiro deixava nas portas dos apartamentos, mas não nos faltava o pão de cada dia. <br><br>Sim Igor, temos fotos das décadas de 60 e 70 vamos postar e compartilhar com todos os interessados. <br><br><br>E-mail: [email protected]