Mais uma sexta-feira agitada na São Paulo que não para. Eu, após diversas atividades estressantes pela manhã como reunião de pais, bancos, entre outros, ainda havia marcado um encontro com meu esposo no Centro da cidade para… Adivinhem? Resolver problemas em outro banco.
Assim é São Paulo: negócios, correria, agitação, poluição… Todo tipo de poluição, assim como a sonora.
Chego à estação Sé do metrô, sempre agitada, por volta das 12h. Ele ainda não chegou… Não sou uma pessoa muito paciente, mas sento-me na beira da mureta de um jardim, á frente da linha de bloqueios.
Minha agitação não me impede de observar os "tipos" de pessoas que ali desfilam, com “suas” pressas, seus pensamentos, seus costumes, suas saudades…
São Paulo tem gente de todas as tribos. Mas, aos poucos, me perco nos meus pensamentos. Sabe aquele momento em que você olha para o nada e tudo passa pela sua cabeça?
E me pego a ouvir outros sons. Não aqueles que ouço em meu dia-a-dia, de pessoas falando, das músicas de vários aparelhos sonoros de diversas culturas, da pressa dos saltos das executivas, do grito das crianças impacientes; mas um som agradável e prazeroso.
Como assim? Em meio ao Centro de São Paulo? Na Estação Sé do metrô?
Sim. Ali mesmo. Percebo-me ouvindo sons de pássaros das mais variadas espécies. Olho para o alto e avisto um céu azul e limpo, entre plantas de um jardim suspenso às paredes do metrô. Neste céu avisto as torres da Catedral da Sé e os pássaros a voar, cantarolando sua liberdade.
Eu ali, em meio ao caos da agitação paulistana, me perco na observação de tão linda paisagem em um pequeno jardim plantado no subterrâneo da estação de metrô e me surpreendo sorrindo e agradecendo por mais um dia e pelo céu azul. Nem percebo a chegada de meu esposo, que me surpreende sorrindo de minha desatenta alegria.
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