A entrada do Parque era – ainda é – uma festa. Bexigas, lanches de pernil, bonecos, palhaços, pastel de vento… Muita gente. No lago, os macaquinhos; na jaula o macacão.
Ai, era aquele sol todo do zoológico, as nascentes do riacho Ipiranga. Restos preservados da mata. Bichos, brinquedos, lanches, sorvetes, bichos.
Alimentávamos animais, contrariando as placas que orientavam a não alimentá-los. Era uma pequena transgressão, que nós crianças, não resistíamos. Claro! Até por não entender o seu alcance e seus desdobramentos futuros para a saúde do bichinho.
Não sei do que eu mais gostava… Talvez da onça parda. Hoje sei das minhas crianças. Uma prefere o lobo-guará, outra o hipopótamo. Acho que todas se impressionam com a lontra, com sua nadadeira incansável.
Devo deixar patente que prefiro animais soltos, na natureza. Mas entendo que zoológicos são mal necessário. É preciso conhecer e estudar os bichos para preservá-los. A exposição que se faz deles talvez não seja uma coisa legal, mas que é legal visita-los, isso é. Então deixa assim.
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