Esse é o nome de um filme mexicano, baseado num livro homônimo, muito tocante e comovente.
O título nos remete a uma forma de se preparar chocolate quente naquela região, onde se usa água fervente na barra de chocolate para derretê-lo; trazendo o significado para as emoções humanas, a expressão mexicana "como água para chocolate" indica que a pessoa está fervendo, como a água, de raiva, paixão ou outra emoção.
Toda a história do filme gira em torno da cozinha e os pratos preparados se misturam o tempo todo às emoções e paixões dos personagens.
São Paulo às vezes lembra uma grande cozinha, em torno da qual tudo acontece: passeios invariavelmente incluem uma passagem por um restaurante, barzinho, enfim, algum lugar bom pra se comer.
Quem vem a São Paulo já chega perguntando por um bom restaurante; poderíamos até arriscar e dizer que nossa cidade é uma das capitais gastronômicas mais completas do planeta.
Pois é! Um dos maiores prazeres do paulistano e uma das maiores atrações da cidade foram também descobertos pelos meliantes. Temos visto aumentar casos de assaltos e arrastões a bares e restaurantes, principalmente em dias de maior movimento, deixando-nos cada vez mais inseguros, indefesos e amedrontados quando saímos de casa para encontrar amigos e desfrutar de algumas horas agradáveis, saboreando um prato delicioso.
Fazendo um paralelo com o filme, me sinto, como paulistana, "como água para chocolate": no limite das emoções, ora assustada, ora amedrontada, ora indefesa, isso toda vez que nos juntamos para ir a uma aventura gastronômica por São Paulo, torcendo para que voltemos sãos e salvos, parecendo até que passamos a praticar um esporte radical em plena área urbana.
Às vezes desistimos e ficamos em casa. Mas só às vezes!
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