Aos finais de semana pela manhã leio sempre o jornal O Estado de São Paulo, hábito que
herdei de meu pai, pois desde quando ainda pequena (e põe pequena nisso), lembro-me dele muito jovem a ler com prazer o que ainda faz no alto dos seus quase 91 anos.
Bem voltando ao tema que me fez iniciar mais esta historia tem como "mola" propulsora uma colaboradora deste site. Seu nome é Sileusa.
Li com interesse seu texto "Perdi meu príncipe encantado" e, antes mesmo de terminar a leitura, já em paralelo, relembrava os príncipes encantados que protagonizaram historias na minha breve vivencia neste campo.
Digo breve pelo fato de que desde adolescente sempre fui tranquila no quesito paquera, dando mais importância à amizade que os tais contatos poderiam resultar. Tão certa estava que hoje tenho prazer de ter como queridos amigos meus dois ex-maridos.
Voltando ao príncipe encantado da historia da Sileusa, depois de muitos anos nossa colega reencontra o dito cujo. A admiração pela coragem e a cumplicidade com a filha a rastrear e encontrar o tal mancebo me fez questionar sobre como e onde estariam àqueles garotos e
depois rapazes charmosos, às vezes ciumentos, que cruzaram minha vida na área dos relacionamentos e deixaram belos ensinamentos ou até doloridos aprendizados, necessários para o meu crescimento como mulher.
Questiono se acredito na existência de príncipes encantados, mas sei que os de hoje já longe de seus cavalos brancos, nus de suas armaduras de super heróis buscam, como nós, suas princesas, também desprovidas de artifícios e fantasias uma união tranquila a essa altura de suas vidas, um compartilhar sereno, divertido e auto suficiente.
Uma de minhas filhas passa e pergunta:
– “O que está digitando?”.
Dou como resposta um breve relato e com ar de zombaria ela completa e logo se afasta:
– “Que coragem!".
Meditando a respeito de tal afirmação acabo concordando com ela, mas a diferença é que acredito na coragem que adquirimos com o passar dos anos, que se alia a vontade buscando seus direitos, que na juventude podem se perder na fantasia.
Antes de terminar minha historia deixo registrado alguns pontos dessa minha querida São Paulo que foram cenários de gostosos encontros como: as domingueiras do Clube Banespa ou do Circulo Militar, bailinhos caseiros no Brooklin ou as ruas tranquilas do Alto da Boa Vista e até mesmo o Parque do Ibirapuera.
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