Pergunto-me sempre com que utilidade escrever sobre a cidade bandeirante, há muito tempo deixada para trás?<br><br>Contar histórias fazer outros se reportarem a uma cidade com sua grande importância, histórica, econômica, cultural… Através de depoimentos orais é uma forma de fazer literatura com um objetivo: transmitir conhecimento não só para informação do leitor, mas para um aprendizado. Tenho ouvido educadores, especialistas em educação se esforçarem para que os jovens, crianças e adolescentes adquiram o hábito da leitura. Comungo com eles para nos esforçarmos que as bibliotecas sejam mais acessadas.<br><br>Para me situar no texto e no contexto, cito que jovem aos dezenove anos quando fui para São Paulo conhecê-la, oportunidade em que já por diversas vezes discorri e me expressei nos textos publicados, graças a sensibilidade dos redatores deste site.<br><br>Vi e observei no convívio dos mais variados tipos de habitantes da metrópole; granjeadas amizades e colegas, fazendo-me crer que obtive um lugar destacado.<br><br>O período que experimentei foi menos de três anos, vivendo praticamente só vendo a cidade acordar muito cedo e deitar tarde.<br><br>Havia um chavão antigo que se dizia que a cidade não para. Não sei se é ainda indicado; os tempos são outros. Cito apenas o fato de o dia a dia da população que se locomove no transporte público. Haja coragem, enfrentamento, disposição e paciência.<br><br>Digo essas coisas pensando bem na educação de cada um, buscando identificar-se na convivência diária, afinal todos nós estamos no mesmo barco (ou metrô).<br><br>Ainda sonho um dia desfrutar como antes fiz, reencontrar lugares dantes vistos: o Theatro Municipal na Praça Ramos de Azevedo, as avenidas São João e Ipiranga, o bairro da Luz, e o Mercado municipal da Cantareira (Brás).<br><br>Reencontrar velhos amigos é quase impossível. Cada um buscou o seu caminho, mesmo que ainda estejam na lembrança. Como foi bom e positivo, fazer amizades, ver o modo como se comunicavam, se vestiam e se portavam em sociedade. Claro que as lembranças são mais do tipo, durante a semana de trabalho, pois cada um deles nos finais de semana procurava descansar em companhia de seus familiares.<br><br>Não posso citar nenhuma experiência em bancos de escola ou universidades, pois não tive nesse curto período, oportunidade de estudar como seria o meu principal objetivo de ir para São Paulo estudar e trabalhar. A vida já era bem dura que sobreviver do trabalho diário já era uma batalha.<br><br>A você, portanto, que tem uma residência fixa e se dispuser do desejo de estudar, de recomeçar ou de concluir seu curso, lute muito, não deixe de fazê-lo.<br><br>Nossa obra, ao nos despedir desse mundo tem muito haver com a nossa preparação escolar. Seja um especialista no idioma pátrio, estude a nossa língua materna e os nuances da gramática, podendo assim se tornar um tradutor, por exemplo, um escritor ou professor, antes mesmo de tentar ser um médico ou engenheiro.<br><br>Na literatura popular, você poderá se tornar dependendo do seu talento e esforço um escritor de renome, não pensando somente na imortalidade como os membros da Academia, mas um escritor atento e preocupado com o cotidiano das pessoas. Escrever nos dá um prazer imenso e por em escrito as experiências de profissões do meio urbano e rural nos oferece momentos ufanemos e alegres; não se esqueça que o escritor também vive em geral um tanto solitário, como observador que é, assim talvez não seja muito bom no convívio social. Parece que não sabem bem cuidar-se de si mesmos.<br><br>Então para que ser assim? Respondo para que você não fuja de sua missão, de seu estilo, observando, repito, o que fazem, como fazem, como vencem as barreiras e os obstáculos que a vida nos oferece.<br><br>Amo a cidade de São Paulo. Parabéns pelo seu aniversário. Escrever o texto não foi tão difícil, espero que seja aproveitado, pois ele faz parte de mim.<br><br><br>E-mail: [email protected]