Os natais inesquecíveis são aqueles vividos entre a faixa etária de 5 ou 6 anos até mais ou menos uns 11 anos… Antes dos cinco anos, quase nada é lembrado. Porém, a partir dos 6 ou 7 anos, quando a criança divide a sensação do medo de ver o Papai Noel verdadeiro entrar pela chaminé da sua casa, com a alegria de dormir feliz na esperança de que, ao acordar no dia seguinte, encontrará o presente pedido sob os pés da árvore de natal.
E estas mesmas emoções gostosas as crianças vivem a cada natal, e se tiver algum primo ou prima por perto, a adrenalina da criançada fica ainda mais saltitante. O ritual começa com a bendita cartinha para o bom velhinho, onde está escrito qual é o presente pedido. Uma, duas, três cartas diferentes, uma para cada criança. E o dia mais emocionante é o da véspera de natal, de forma que a adrenalina sobe à medida que o céu vai escurecendo. Na manhã seguinte, a grande festa… Os presentes são encontrados, abertos e uma gritaria se faz em cada lar, misturando alegria com esperança no futuro.
Então, a criançada vive esta realidade a partir dos cinco ou seis anos, apesar de que, antes disto, eles já ganham presentes de Papai Noel, porém, muitos não se lembrarão desses natais nitidamente com o passar do tempo… E quando a adolescência chega, a juventude, o adulto… Enfim, as lembranças serão mesmo aquelas adquiridas na faixa de cinco ou seis anos até o dia em que a vida faz a criança ficar sabendo que o bom velhinho é apenas uma felicidade abstrata.
Mas, acima do Papai Noel, as crianças aprendem que existe Deus, cuja existência e poder são indiscutíveis. Por isto e aquilo, cada um de nós adultos, quando estamos próximos do Natal, tem muita coisa boa a recordar. A marca maravilhosa que Papai Noel nos impregna é algo cristão que muito contribui para a formação de um caráter sólido. Quando a mim, minhas cartinhas ao velho Noel eram todas iguais, mudando somente as datas, sendo que o conteúdo era sempre o mesmo, ou seja, o pedido era sempre uma bola de capotão vermelha, da marca drible, número 04, e eu, depois de ganhar a tal bola, fazia o deleite da molecada da vizinhança que não tinham bola.
Ah! Fico me perguntando… Existirá um dia 24 de dezembro no qual todas as crianças do mundo ganharam presentes e ficaram felizes?
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