Walter, foi maravilhoso encontrar esta história. Sou a Rosely, irmã do Wilsinho (aquela peste), filha da senhora Nair e do senhor Antônio de Paiva (in memorian).
Estou na casa da minha afilhada Lucilene, filha do Birigui. Morava na antiga Rua Gago Coutinho, atual Rua Simão Lopes.
Estudei no Colégio Julio Ribeiro e fiz todas as artes, bem como conheci todas as pessoas citadas por você. A única coisa que senti falta foi de roubar caquis nas chácaras e sair correndo dos tiros de chumbinho.
Meu irmão era coroinha na Igreja Santa Ângela na época do Padre Mário (coitado). Hoje ele é um delegado aposentado (Doutor Roque Randal). Bebiam o vinho do padre.
A farra mesmo era trepar nas árvores, arrebentar os dedões nos carrinhos de rolimã, roubar frutas e peixes nas chácaras…
Eu desci a Rua Simão Lopes com a Lenira (quem se lembra dela?) em uma bicicleta sem freio e fui parar na Vila das Mercês sem dar uma pedalada.
Quem se lembra da banheira na casa do Adalto da ‘Dona’ Vastina, que usávamos para jogar água na cabeça dos outros e depois sair por trás correndo.
Ficaria dias escrevendo aqui… Ó Vila Moraes, Vila Moraes, quem te conhece não esquece jamais.
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