Mais um ano está terminando. Mais uma etapa da vida se passou. E lá de trás a memória puxa certas coisas:
Fim de ciclo escolar… A ansiedade pelas notas, pela aprovação, pelo sucesso da conquista… E assim terminava, mas uma agonia palpitava. Todo o grupo iria se dispersar. Os caminhos teriam direções diferentes, para, talvez, nunca mais se cruzar. Para onde iríamos, o que queríamos… Um vazio e muitas dúvidas…
Ginásio Alexandre de Gusmão, Ipiranga – São Paulo, 1957. Prof.ª Angelina (de ciências. Ela era a professora, a professora) na sua última aula perguntava a cada um de seus alunos o que pretendiam seguir. A maioria, principalmente os melhores alunos, não tinham dúvidas: engenheiro, médico ou arquiteto, carreiras com maior evidência. Outros tentavam justificar coisas mais modestas, mas todas dignas…
E lá estava eu perdido em dúvidas… O que responder? Na minha vez, respondi envergonhado:
“Não sei!”. E ela, percebendo meu desconforto, simplesmente disse:
– “A vida mostrará seu caminho, fique tranquilo…”.
E mostrou… Nada de especial, mas o suficiente…
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