Não sou médico, nem engenheiro

Enquanto minha visão não me atrapalha vou escrevendo minhas histórias e conforme o tempo vai passando a lembrança de momentos vividos na juventude vem em minha mente como um filme desenrolando o carretel da vida.

Estudava no Colégio Castro Alves, que ficava na esquina das ruas Teodoro Sampaio e Alves Guimarães, tinha um colega de classe que cursava o mesmo ano, a 4ª serie ginasial. Jorge era um grande amigo, pois juntos íamos passear no centro, íamos ao cinema, Teatro e diversos outros lugares para nos divertirmos.

Ele morava na Avenida Doutor Arnaldo e seu pai, o senhor Américo, era funcionário (administrador) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e eles viviam em uma residência que ficava dentro da Faculdade. Existia uma competição esportiva entre o Mackenzie e a medicina que tinha o nome de “MacMed”, as competições eram realizadas no Estádio Municipal do Pacaembu e todos os anos íamos assistir e também ver as moças lindas que iam torcer ou as estudantes das duas universidades. A competição contemplava diversas modalidades esportivas.

Como eram sadios os nossos passeios pela cidade de São Paulo, ele tinha um Volkswagen que era um capricho. Mas também andávamos de bonde, o meio de transporte da época. Era possível utilizar o bonde aberto ou o bonde fechado, que tinha o apelido de “camarão” por ser vermelho. Também andávamos a pé, pois tudo era muito difícil, mas bem melhor do que hoje.

Geralmente as competições eram realizadas aos finais de semana. Dalí saiamos direto para o Riviera Bar (na esquina da Rua Consolação com Avenida Paulista) para comer um lanche ou jantávamos em uma cantina italiana que não me lembro o nome, mas ficava no inicio da Avenida Paulista, logo no quarteirão do Cine Trianon e antes do Colégio São Luiz, essa era a minha cidade de São Paulo nos anos 60.

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