A primeira vez depois de crescida que fui a Av. Paulista foi por causa de um trabalho da escola. Eu, mais três amigas e um amigo andamos toda a extensão da Avenida, desde o Paraíso até a Consolação, buscando os pontos importantes.
Foram dois dias de trabalho vendo todo tipo de coisa, desde arte até economia. Visitei as casas dos barões de café da época, bancos, colégios, hospitais, parques, centros culturais, e muito mais.
A exposição de arte do Itaú Cultural ficou marcada na minha memória. Lembro-me de não ter entendido o que o artista quis passar, pois eram panos para todos os lados. Panos coloridos, costurados, rasgados, de todas as formas, tinha um que parecia um vestido feito de cortina. Isso me fez chegar a uma pergunta: O que é a arte?
Lembro de ter entrevistado um casal de idosos no parque Trianon, eles iam todos os dias lá naquele parque namorar desde que eles eram jovens. Muito fofos!
Na Casa das Rosas tinha uma exposição muito legal. Você colocava um fone de ouvido e enquanto escutava a poesia, você caminhava sobre uma plataforma com várias imagens seguidas uma da outra, que mostravam uma mulher se afogando lentamente. Parecia que você se afogava junto com a mulher, era angustiante.
Vi também uma batida entre um carro e uma moto, juntamente com a ação rápida dos policias locais.
Percebi também que não existe nenhum momento do dia, do mês, nem do ano que não haja movimentação na Avenida, seja por negócios, seja por lazer.
Por último, lembro que no dia que visitei a Paulista, vi dentro da estação do metrô uma área de ajuda para pessoas que tivessem dificuldade nas matérias de Português e Matemática.
Minha visita na Avenida Paulista foi divertida, cultural, cansativa e interessante.
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