De quando em vez algum tipo de planta, árvore ou flor é escolhido como símbolo de São Paulo.
Há algum tempo foram plantadas em vários pontos da cidade muitas azaléias que, diziam, eram a cara de São Paulo pela sua resistência à poluição e fácil adaptação às mudanças temperamentais de nosso clima.
Árvores nem se fala, temos muitas que têm seu espaço cativo na nossa megalópole e se firmam pela tradição, importância e beleza; dessas podemos citar as quaresmeiras, paineiras, ipês, sapopembas, e por ai vai…
Agora, se observarmos, parece ser a hora e a vez dos manacás; nunca se viu tanto pé de manacá esparramado pela cidade.
Originalmente da Serra, os manacás viraram moda na cidade e passariam despercebidos não fossem alguns detalhes: florescem todos ao mesmo tempo e suas flores nascem brancas e mudam de cor depois de abertas, em um tom rosa inigualável. Suas árvores, quando floridas ficam, no mínimo, diferentes das demais, com suas flores bicolores.
Por terem porte de pequeno a médio, têm sido plantadas em calçadas e jardins, o que proporciona um espetáculo de beleza e colorido nos meses de maio a agosto, época de seu florescer.
Já que os manacás subiram a serra e se instalaram em nosso planalto paulistano com personalidade e beleza, vamos acolhê-los com nossa costumeira hospitalidade, adotando-os como mais um símbolo de nossa diversificada metrópole e presenteando-os com nossa contemplação diante de suas simples, exóticas e exuberantes flores.
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