Um livro de José Bento "Monteiro Lobato" jogado na rua.

Ia passando pela cidade, vi na calçada um monte de jornais, revistas e no meio um livro de Monteiro Lobato. Na capa o título: "Monteiro Lobato – Fábulas”. Não vacilei, peguei o livro e fui folheando, página por página.<br><br>Este livro me fez voltar aos tempos de criança, lembrei que, em dezembro de 1958, recebia o diploma do 4º ano primário. O nome da escola era: “Externato Menino Jesus" e localizava-se na Rua Lino Coutinho, bem próximo do Grupo Escolar Visconde Itauna, no Ipiranga. A diretora da escola era a dona Maria Lopes Mendonça e a professora Apolônia Carvalho Cruz. Foi muito bom achá-la. <br><br>O referido livro foi impresso em 1958, 17ª edição. Na página 193 há o conto infantil "Liga das Nações". Segue um trecho do primeiro parágrafo: “Gato-do-mato, jaguatirica e Irara.Receberam convite da onça para constituírem a Liga das Nações…”. Acredito que o escritor Monteiro Lobato, por viver em fazenda naquela época, deve ter ouvido muitas histórias dos colonos sobre tradições e crendices dos caboclos brasileiros, daí a sua fértil imaginação criou uma infinidade de contos infantis, sendo uma referência vital do ensino cultural para as crianças da época. Acredito também que isso prevaleça até os dias atuais.<br><br>Agora em 2011, mês de março, trabalhando como operador da ETA, fiquei sabendo que por lá, de vez em quando aparece o tal gato-do-mato, que vai dando um fim na galinhada. <br><br>Nasci em Porto Ferreira, mas vivi maior parte da vida na capital de São Paulo, daí os "caboclos de cá, me chamam de jacú-da-cidade" ou "cacique Tangerynus". No momento me tornei "Caboclo da mata", enfim tudo isso em tom de brincadeira.<br><br>Bem, nesta quarta-feira passada, estava em hora de almoço, ouvi lá no terreiro um banzé. Pintinhos piavam sem parar, isto porque o gato-do-mato (fêmea) acabava de abocanhar mais uma galinha, deixando seis filhotes órfãos. Ficou para trás um lastro de penas da pobre galinha, por entre meio da mata fragmentada. Quem ficou apavorado com a cena foi um casal de "três-potes", que ali estavam por acaso, entre os pés de olho-de-boi, que nada puderam fazer para salvá-la. <br><br><br>E-mail: [email protected]<br>