Morei desde pequena na Bela Vista, local que gosto muito! Mas hoje moro em Niterói e apesar de morar de frente para praia, se fosse possível voltava para a minha São Paulo. Mesmo para a minha antiga rua, que hoje está completamente mudada, voltaria com grande prazer.
Gostava de visitar a cantina do Afonço, que há anos não existe mais; para a matriz da Nossa Senhora do Carmo; os cinemas que não existem mais as quermesses da Nossa Senhora Achiropita; os clubes que frequentava.
Tinha também a escola técnica de comércio Frederico Ozanan, que quando eu estava ai, já havia se mudado nem sei para onde ficava. Ela ficava em frente à praça, quase na Rua Augusta.
Saudades, palavra triste que nos traz um gosto um tanto amargo. “Saudade é como se fosse espinho cheirando a flor” (não lembro o autor).
Tenho saudades do pão italiano que saia a tarde na Rua São Domingo; nunca mais provei um igual. As vezes faziam pão de torresmo; eles assavam para mim desde que lembrasse de fazer um para eles.
Quantas coisas mudaram! Tenho saudades, mas não vou mais a São Paulo, pois iria apagar as lembranças de um passado maravilho, já que nada estaria mais ai.
Um abraço a todos os paulistanos e italianos do bairro da Bela Vista e do Bexiga. Como eu escrevi no início, é mais uma recordação do que uma história.
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