O carroceiro que quase foi meu sogro.

Era por volta de 1967, eu tinha então entre dezesseis e dezessete anos e morava na Parada Inglesa, bairro da Zona Norte de São Paulo.

Pelas ruas do nosso bairro, havia um carroceiro que vivia zanzando, de lá pra cá, de cá pra lá, sempre fazendo alguma coisa. Um dia ele estava vendendo vasos, noutro dia fazendo pequenas mudanças, noutro vendendo flores, ou verduras que comprava na horta que havia na esquina da Rua Paulo Avelar.

O nome deste carroceiro era Macário, mas, nem sei como, nós nos conhecíamos. Sempre, quando nos cruzávamos trocávamos palavras e brincadeiras.

Um dia conheci uma moça, o nome dela era Sidnei. Nos vimos, nos olhamos, sorrimos um para o outro e começamos namorar!

Certo dia, quando caminhávamos pelas ruas do bairro de mãos dadas, fomos surpreendidos pelo carroceiro. O homem ficou roxo de raiva e aos gritos mandou a Nei para casa; ela era sua filha e eu nem sabia.

Depois disso, ainda tentei falar com ele e continuar o namoro com a Nei. Não adiantou, acabou nossa amizade e terminou meu namoro.

Mudei-me da Parada Inglesa, nunca mais vi o carroceiro e sua filha, mas adoraria saber alguma coisa sobre eles.

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