Minhas lembranças com relação às festas de Páscoa são ligadas ao Sr. Coelhinho. Os adultos nos motivavam sobre esta festa, com a seguinte frase: “Venha ver o que o coelhinho trouxe para você!” ou “o que é que você quer ganhar do coelhinho?”.
Coelhinho para mim era sinônimo de chocolate. Bombons, barras de chocolate, escuro ou branco. As lembrancinhas do tempo de criança eram escassas.
Então, quando já crescido, para suprir a falta do chocolate, eu me esbaldava saboreando barras inteiras, principalmente o branco, com sabor incrível e da marca Lacta. Ainda hoje fico na dúvida entre o escuro e o branco, acho que ainda prefiro o branco.
A indústria de chocolates é bastante criativa, mistura castanhas ou o amendoim, ou ainda passas ao chocolate que sabemos vem da fruta chamada cacau, muito comum no nordeste brasileiro. Há cidades que se especializaram na fabricação do chocolate.
Não foi uma nem duas, mas várias vezes que, deixando o chocolate em lugares não refrigerados, o chocolate se desmanchou e aí, se não tivermos esse cuidado em lugares refrigerados, o chocolate se desmancha, vai para "o ralo". Pois é, deve ser guardado em lugares frescos e se acontecer esse desastre, há uma solução bem simples: basta colocá-lo na geladeira que num instante ele se recupera.
O chocolate também pode ser degustado quente, substituindo o café e o leite que tomamos pela manhã principalmente. Em lugares frios, de baixa temperatura, o chocolate é bem-vindo para combater o frio.
Páscoa, sinônimo de chocolate e do coelhinho da Páscoa? Sinal de prosperidade e de muita fecundação, pois os coelhinhos se procriam assustadoramente. Até se transforma em sinônimo quando se vive em uma família numerosa. O símbolo do coelhinho na Páscoa, como sabemos, é a fecundidade e sinônimo de vida, vida nova em Cristo Jesus.
Feliz Páscoa! A todos os autores do site e equipe do SP Turismo.
Páscoa também significa festa, vitória, ressurreição dos mortos, vencedor do mundo.
Para finalizar este despretensioso texto, vamos explicar o que seja festa na autoria do Pe. Orlando Gambi, C.SS.R, em São Paulo, 19/08/88:
"Quem fez a primeira festa foi Deus, ao criar o mundo!; Cada dia a natureza faz uma festa com luzes e sons, gostos e frutos!; Em todas as festas, a natureza sempre está presente. Quando ela não é o palco, é um enfeite!; Uma simples flor: quando ela mesma não é a festa, é um convite de festa!; Mesmo nas melhores festas, ninguém canta melhor do que os passarinhos"; Ninguém entra num jardim para sair de lá chorando!; A beleza das manhãs e das madrugadas é o sol que começa mais um dia de festas!; ‘Ninguém conhece ninguém’ é sinal de falta de festas!. Onde há festas, a fraternidade facilmente descobre novos irmãos!
Quem não gosta de festas, mais do que dos outros, não gosta de si mesmo!; Em geral, é com festas que se cura o mal da monotonia!; Uma festa pode retratar o que vai ao coração! Em geral é um bem ou é a paz!; É difícil uma festa ser boa no meio de gente que não é de bem!; Que festa o barulho das águas do mar1 Não parece, mas a fonte também faz festa!".
Pe. Orlando nasceu em Machado-MG e trabalhou muito tempo em SP; é sacerdote redentorista, foi um grande amigo já falecido em 21/11/2005. Ele certamente ficará muito contente, no céu, se o texto for publicado e eu também.
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