Lembrança maravilhosa

Quem passa pela Avenida Euzébio Matoso, no sentido bairro (Butantã), pode avistar, quando estiver saindo da Ponte do Rio Pinheiros, um pequeno campinho de futebol, o qual fica logo ao lado da Stok Stok (antiga F. Monteiro/atacadista). <br><br>Pois bem, naquele espacinho, na década 60, nos domingos pela manhã, aconteciam jogos de futebol. O nome de cada time obedecia às cores da camisa, por exemplo: tinha o Verde, o Azul, o Faixa (camisa igual a do Vasco só que nas cores vermelha e branca), tinha o Branco (o time protegido do chefão Zé Carlos, onde jogava um tal de Pelezinho, que era “feio de bola” com fama de estrela). Também tinha o Tricolor (nem preciso falar por quê, né?). <br><br>O meu time, antigamente, era o Amarelo. Depois, “fui promovido” e passei a jogar pelo Tricolor, que dividia com o Branco a hegemonia dos times. Eram ao todo uns dez times, todos compostos por meninos de 13 a 16 anos de toda a região: Caxingui, Vila Sônia, Butantã e Vila Dalva. O jogador não podia jogar em dois times distintos; se isto ocorresse, estes times eram penalizados e ficariam sem jogar na próxima semana. <br><br>Tratava-se de uma atividade patrocinada pelo Jockey Clube, que oferecia aos garotos a missa dominical católica antes das partidas. E ainda antes dos jogos, era oferecido um gostoso lanche com direito à suco e sanduíche. Enfim, “não era mole não”!<br><br>Os verdadeiros craques que jogaram ali foram o Pelezinho do Caxingui (este era bom de bola), o Tcheco, o Renilson do Previdência, o Carlos Alberto do Butantã. Cheguei a me encontrar com eles, quando adulto, e jogamos futebol na várzea da região. <br><br>Na minha infância, íamos para o campo curiosos por duas coisas: Para saber qual seria o lanche e qual seria o adversário do nosso time, pois os jogos eram organizados no próprio domingo. <br><br>Primeiramente, eu comecei no Faixa, depois fui para o Amarelo e daí para o Tricolor. Posteriormente, voltei a jogara pelo Amarelo, onde virei rei. <br><br>Eram centenas e centenas de garotos apaixonados por futebol ,na querida e inesquecível década 60. A cada domingo, apareciam mais meninos dispostos a jogar futebol, razão pela qual foi preciso registrar todos com fotos. <br><br>Eram jogos em um campo pequeno, o que não impedia que a emoção e o prazer prevalecessem. O campinho ficava ali protegido por um muro do lado da Marginal, já no terreno ao lado havia cavalos, que eram treinados. <br><br>Era um pedacinho de “Sampa” que enriquecia a adolescência de forma construtiva. Todas as crianças contavam os dias para o domingo chegar!<br><br>Em tempo: Os jogos ocorriam das 9h às 12h30min.<br><br><br>E-mail: [email protected]<br>