Quando rapaz, com 14, 15, 16 anos, costumava pegar o ônibus Parque Dom Pedro II, na frente de minha casa, na Vila Ré, e ir, sozinho, aos cinemas da cidade. Algumas vezes era na Penha, outras era no Centro.
Quando não havia dinheiro para o cinema, eu descia no Parque Dom Pedro e subia a General Carneiro, virava na Rua Direita e seguia até o Largo do Arouche.
Era o meu passeio predileto, andava, andava e tudo observava. Os postes de luz antigos, os prédios, as lojas, o viaduto do Chá.
Dava uma paradinha no Mappin e visitava todos os andares, até o último que, se não me engano, era o de instrumentos musicais. Saia e dava uma sentadinha nos degraus do Municipal, em frente.
Prosseguia pela Barão de Itapetininga, entrava numa galeria que tinha um cinema, não recordo o nome. Nesta galeria vendiam-se pedras preciosas e semi-preciosas. Tinha uma livraria, salvo erro, que se chamava Francesa. Passava pela Praça da República, via a feira de artesanato e seguia pela Vicente de carvalho, onde tem uma estátua de um índio de "gatinhas".
Lembro-me da Casa Ricardo, onde ia namorar uns produtos importados, e terminava metade do passeio no Largo do Arouche. Metade, pois tinha a volta!
Este caminho foi feito muitas vezes e, hoje, aos 47 anos, morando aqui em Jarinu, ainda me vem à lembrança.
E-mail: [email protected]