Sou do interior de Minas, Passos, mas mudei-me para São Paulo bem criança, tinha cinco anos. Morei sempre na Rua José Debieux. Morava perto do Sérgio Reis, vocês acreditam?
Quando me mudei para lá, a rua ainda não era calçada, e brinquei muito com baldinhos, pazinhas e forminhas em frente ao prédio onde morava. O prédio está lá até hoje,e pouco mudou.
Santana era tudo de bom. O Enzo de Almeida Passos estava sempre por lá com a sua "Vitrola Mágica", tinha o barzinho dos Vips- Márcio e Ronald – os dois cinemas da Voluntários da Pátria. Também era sócia do Espéria, que saudade!
Estudei no Colégio Prudente de Moraes, ali na Brás de Arzão. Também estudei no Horto Florestal, depois no Cedom, depois em Guarulhos.
Época boa aquela, boa relação com os professores, amigos legais, bailinhos, a gente não tinha medo.
Gostava dos ônibus elétricos, do trenzinho que ia para o Horto Florestal, Mandaqui, etc.
Meus colegas achavam Santana o máximo! Muitos queriam morar lá.
Adulta, fui trabalhar na Rua Boa Vista. As ruas do centro eram tudo de bom para fazermos compras: São Bento, Direita, José Bonifácio… E o Mappin? A Barão de Itapetininga, A Estação da Luz, Praça do Correio?
E a Mesbla? E os lanches no Lojão das Americanas, os chopps na Avenida São João? Meditar na Sé ou no Mosteiro de São Bento, ou ainda ali pertinho do emprego, no Pátio do Colégio?
Minha primeira Comunhão foi na Igreja de Santana. Meu casamento na Sallette.
Ah! E a biblioteca no Alto de Santana?Como eu lia.
Muitas lembranças boas, realmente!
Depois me mudei para Belo Horizonte.
Hoje Santana está imensa, assim como o Tremembé, o Horto Florestal…
O Metrô é tudo isso que nós sabemos. O centro resiste ao tempo, mas as compras ficaram para os shoppings.
Vou sempre a São Paulo e gosto de andar pelos lugares onde cresci, sorri, chorei e vivi naquela época dourada. Hoje sou avó de um bebê lindo, sou feliz. São 587 quilômetros a separar Sampa de BH, mas copiando o Fernando Sabino, eu digo: Eu saí de São Paulo, mas São Paulo nunca saiu de mim…
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